O cérebro social, descoberta relativamente recente da neurociência, é muitos circuitos, todos projetados para nos harmonizarmos e interagirmos com o cérebro de outra pessoa.

O cérebro social foi desenhado para interações cara a cara, por isso há uma intolerância natural das pessoas para o mundo on-line.  Desde o início da internet essa interação que afeta o nosso cérebro tem sido estudada por diversos cientistas.

Nesse contexto, a chamada iluminação, é a reação cerebral que acontece quando alguém se sente perturbado, e com a amígdala[1] fora de controle, digita textos furiosamente em CAIXA ALTA nas redes sociais e APPs de comunicação. O termo atual para esse tipo de reação ´ciberdesinibição’, ou seja, quando o incômodo criado para que nosso cérebro aja num ambiente que ele naturalmente não foi criado para agir, retira os filtros de nossas palavras.

A falta de feedback social no universo on-line, minimizado somente pelas calls (chamadas de vídeo), é um potencializador deste estado de angústia digital.  Ou seja, como não sei realmente como a outra pessoa está reagindo, fico sem referência para guiar uma resposta franca, como fazemos automaticamente nos momentos ‘face to face’.  Eu tenho certeza que neste tempo de pandemia você já sabe as consequências desastrosas dessa realidade, quando as nossas amígdalas sentem-se livres para escrever o que pensam. A adaptabilidade é uma das quatro principais áreas da Inteligência emocional que pode nos ajudar a minimizar os efeitos negativos provocados em nosso cérebro social em épocas de muitos relacionamentos virtuais. Fica a dica para meu próximo artigo.

Cláudio Martins

Abraços do Cláudio

Hipnoterapeuta clínico, membro da Sociedade Brasileira de Hipnose e International Hypnosis Association, Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching.


[1] Parte central do nosso cérebro encarregada pelos nossos instintos principalmente quando nos sentimos ameaçados.

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