“A caverna que você tem medo de entrar está o tesouro que você procura” – Joseph Campbell

A inteligência emocional é um dos conceitos mais debatidos no momento. Muito mais do que uma habilidade a IE trata do estabelecimento de uma cultura pessoal que possibilita um olhar diferenciado para o mundo. Se voltássemos no tempo, provavelmente nossos antepassados tivessem outro nome para ela. Eles a chamariam de sabedoria.

A inteligência emocional tem quatro competências básicas. Duas delas relacionadas a percepção que cada indivíduo tem a respeito de si. Elas são: autoconhecimento e autogestão. As outras duas se referem a relação do indivíduo com o outro. Essas são a empatia e a gestão de relacionamento. Para cada uma delas há uma necessidade de conhecimento, habilidade e a coragem de assumir uma nova atitude.  Quando me refiro a coragem, gosto de citar aos conceitos de Brené Brown a respeito do tema, quando ela diz que ter coragem é também reconhecer a sua vulnerabilidade e acolha-la.

Por isso, a primeira competência é autoconhecimento.  Essa diz respeito ao processo de conhecimento de suas emoções e os seus respectivos gatilhos. Em suma são o resultado das construções internas que fazemos ao longo da vida que nem sempre são fáceis de compreender. Muitas vezes temos uma reação emocional a uma determinada situação, acionada por um gatilho emocional, que acabamos nos perguntando: Por que fiz isso? Há diversos caminhos para geração de autoconhecimento, desde terapias integrativas, tratamentos terapêuticos e abordagens que nos ajudem a sermos mais assertivos com nossos afazeres e metas.

Uma vez que a minha compreensão a respeito de mim aumenta, algumas outras habilidades são desenvolvidas. Uma delas é a capacidade de sermos menos reativos aos movimentos do ambiente ao nosso redor e sabermos tomar decisões escolhidas. Segundo Stephen Covey, no best-seller Os Sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes, faz parte de um bom processo de autogestão, a nossa capacidade de receber um estímulo externo, seja ele positivo ou negativo, e escolher a nossa resposta. Por exemplo, quando um líder age agressivamente conosco, em vez de reagirmos imediatamente, assimilamos o impacto, compreendemos nossas emoções envolvidas naquele momento e escolhemos a melhor resposta. Uma boa autogestão possibilita a  nos adaptarmos as situações, a orientar a nossa resposta para resultados positivos e a manter saúde emocional do ambiente.

“Você não pode discutir o seu caminho de um problema em que se comportou! “— Stephen R. Covey

A empatia é a terceira competência da inteligência emocional. Basicamente ela é mais do que colocar-se na dor do outro, mas permitir que a dor do outro faça parte de você. Quando conseguimos desenvolver empatia com nossos parceiros de trabalho e liderados, o capital humano da empresa apresenta uma habilidade chamada de consciência organizacional. Ou seja, cada um compreende seu papel na contribuição com o todo. Esse tipo de abordagem permite que cada pessoa veja a empresa como nós.

Por fim, a empatia permite uma boa gerência de relacionamentos. Na época da indústria 4.0, me parece que nunca se precisou tanto de gerenciamento de relacionamentos com atualmente. Basicamente isso representa o desenvolvimento de quatro habilidades: Aprender a influenciar pessoas em uma sociedade fragilizada por um baixo nível de resistência as dores dos processos que vivenciam. Gerir conflitos em uma cultura de opiniões polarizadas e privadas. Trabalhar em equipe em uma sociedade ego centrada. Ter um estilo de vida inspiracional, onde os padrões de relacionamentos são líquido e frágeis.

De um modo geral, eu creio que a inteligência emocional trata de um repensar a respeito da importância do papel do ser humano e suas relações interpessoais a partir da consciência que tenho a respeito de mim. Ela é a resposta a seguinte pergunta: Eu me relaciono de forma satisfatória com os outros a minha volta? Particularmente eu creio que Inteligência Emocional é um dos pilares para revermos a nossa própria humanidade.

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